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CEISAL Consejo Europeo de Investigaciones Sociales de América Latina
Revista Revista de las Américas. Historia y presente

Revista del CESLA

Revista Revista digital (Real Academia Hispano-Americana de Ciencias, Artes y Letras)

Año: 2015 n. 18

Borin, Marta Rosa. Devoções marianas: tensões e conflitos no campo Religioso Sul Rio-Grandense (Brasil, 1950-1980)In  Debate  p. 15-38 Brasil
Catolicismo, poder, tensión, institución

Resumen

Este estudo empírico analisa as tensões em torno da devoção à Mãe Rainha Três Vezes Admirável de Schöenstatt, a qual pode ser entendida como uma forma de resistir às mudanças propostas pelo Concílio Vaticano II no que tange a piedade popular. Essa devoção surgiu na Alemanha, em Schöenstatt, 1914, e se expande a vários países europeus. Nos anos de 1930 chega ao Brasil consolidando-se, em 1948, com a fundação do seu primeiro santuário na cidade de Santa Maria, no Estado do Rio Grande do Sul. Através do protagonismo dos leigos esta devoção mariana foi difundida para outros estados brasileiros e também para outros países latino-americanos. Argumentamos que as tensões em torno desta devoção mariana estariam relacionadas, não somente à figura de seu fundador, o padre José Kentenich, como pretende a literatura eclesiástica, mas às pretensões da Igreja em alcançar um catolicismo mais esclarecido em matéria de fé e religião que coadunasse com o projeto de nação católica pretendido pelo Estado Varguista. Para tanto o clero dedicou especial atenção a outra invocação mariana, Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, com a qual pretendia combater o comunismo.

Lia, Cristina Fortes; Radünz, Roberto. O Brasil católico e o conflito de identidade religiosa dos imigrantes alemãesIn  Debate  p. 39-65 Brasil
Religiosidad, catolicismo, judaismo, protestantismo, inmigrantes, alemanes

Resumen

A sociedade brasileira recebeu inúmeras levas de imigrantes europeus. No século XIX e na primeira década do XX, destacam-se a entrada de imigrantes germânicos, portadores de diferentes experiências culturais. Admirados no início do processo imigratório, estes indivíduos passaram a ser vistos como nefastos para a formação do povo brasileiro. Diante de um Estado que firmava a identidade nacional através da ótica do branco, católico e agricultor, os imigrantes alemães perderam suas referências nacionais e passaram a ser vistos sob o prisma da exclusão: eram protestantes ou judeus. Neutralizou-se a exaltação da germanidade e o conflito contra estes imigrantes centrou-se em questões de natureza religiosa; não eram mais alemães, eram não católicos. Este trabalho analisa o conflito religioso entre o catolicismo, o judaísmo e o protestantismo, que envolveu imigrantes alemães e seus descendentes no Brasil, quando sua identidade nacional foi substituída pela sua religiosidade considerada inassimilável pelo governo brasileiro dos anos de 1930. A resistência às crenças não católicas foi recorrente na América Latina, o que permite um diálogo entre esta pesquisa e outros estudos sobre restrições religiosas a comunidades imigrantes.

Caldeira, Rodrigo Coppe. Católicos e anticomunistas: D. Geraldo de Proença Sigaud e a literatura anticomunista no BrasilIn  Debate  p. 67-87 Brasil
Anticomunismo; Concílio Vaticano II; Geraldo de Proença Sigaud

Resumen

Ao realizar pesquisa nos arquivos pessoais do arcebispo de Diamantina, Minas Gerais, D. Geraldo de Proença Sigaud (1909-1999), observou-se que o então bispo de Diamantina (Minas Gerais) possuía importantes contatos com grupos anticomunistas norte-americanos e que recebia deles certo apoio ideológico. Foram encontrados inúmeras obras de cunho anticomunista e também correspondências entre o bispo e esses grupos no período da década de 1960. Esse artigo tem como objetivo principal apontar alguns desses contatos e trazer à luz alguns documentos que circularam no Concílio Vaticano II (1962-1965) a fim de conseguirem uma condenação explícita do comunismo por parte do concílio.

Fleck, Eliane Cristina Deckmann; Dillmann, Mauro. A literatura cristã-católica europeia e sua circulação na América: as potencialidades de um arquivo para pesquisas sobre a história das religiões e das religiosidadesIn  Debate  p. 89-116 Brasil
Arquivo do Memorial Jesuíta, Historia de las religiones y de las religiosidades, Manuales de devoción, Prácticas de escritura y lectura

Resumen

Este texto tem como um de seus objetivos evidenciar a importância da análise de obras que podemos denominar de literatura cristã-católica – com destaque para os manuais de devoção e de orientação moral publicados na Europa e com circulação na América portuguesa dos séculos XVIII e XIX – para a pesquisa histórica situada no campo da História das religiões e das religiosidades. Interessa-nos, ainda, destacar as potencialidades do acervo de obras raras do Memorial Jesuíta Unisinos, que, apesar de sua denominação, conta com obras escritas entre os séculos XV e XX por membros de outras ordens religiosas, constituindo-se, portanto, em espaço privilegiado de pesquisa sobre temas de história religiosa do período colonial ao século XX. Para demonstrá-las, apresentamos levantamento dos manuais de devoção que compõem o acervo e apontamos para a possibilidade de serem analisados a partir de seu contexto de produção e de pressupostos teórico-metodológicos das práticas de escrita e de leitura.

Couto, Edilece Souza. Festas afro-católicas em Salvador, Bahia, BrasilIn  Debate  p. 117-142 Brasil
Fiestas religiosas; Catolicismo; Ritos afro-brasileños; Salvador-BA-Brasil

Resumen

Salvador, primeira capital do império português no Brasil, sempre teve uma vivência religiosa intensa e diversificada. O catolicismo tradicional (de raízes ibéricas, ritos medievais, leigo e devocional), implantado pelos colonizadores, recebeu influências das religiões indígenas e africanas. O resultado da elaboração religiosa e cultural do encontro de portugueses, índios e africanos é perceptível nas festas religiosas realizadas por brancos, negros e mestiços, de diferentes grupos sociais, reunidos em irmandades, ordens terceiras ou classes profissionais. Nas festas é difícil estabelecer as fronteiras entre o catolicismo e as religiões afro-brasileiras. Os ritos eram, e ainda o são, realizados nas igrejas e nos seus adros, nos mercados, na praia e no mar. Entre o fim do século XIX e as primeiras décadas do século XX, o poder público e a Igreja Católica realizaram ações conjuntas para coibir as manifestações dos adeptos do candomblé. Imbuída dos ideais de modernidade e civilização, a elite branca e letrada desejava desafricanizar os festejos católicos. Nessa batalha venceu a religiosidade leiga, que burlou regras, promoveu adaptações e continuou a mesclar elementos católicos e das religiões de matriz africana em suas homenagens a santos e orixás.

Serafim, Vanda Fortuna; Santos, Thauan Bertão dos. João do Rio e a representação das crenças religiosas na Obra “As religiões no Rio” (Rio de Janeiro – Primeira República)In  Debate  p. 143-179 Brasil
João do Rio, crenças religiosas, Rio de Janeiro; Primeira República, história cultural

Resumen

O presente artigo objetiva apresentar um panorama geral de como as manifestações religiosas foram representadas na obra As religiões no Rio (1906), de autoria do jornalista e literato João do Rio (1881-1921). O recorte histórico eleito para tanto consiste na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, durante o período da Primeira República. Os aportes teóricos utilizados para tanto consistem na História Cultural, por meio de autores como Roger Chartier, Michel de Certeau e Nobert Elias. Constatou-se que no processo de se evidenciar religiões presentes no Rio de Janeiro, João do Rio operacionalizou um dualismo classificatório ao designar as experiências religiosas nos finais do século XIX e inícios do XX. De um lado estariam as de influência francesa e praticado pela elite social, de acordo com os padrões tolerados pela elite, com as ideias de higienização, “civilização”, modernização e com o medo da periculosidade da pobreza. As demais, do outro lado, e de presença marcante nas ruas do Rio de Janeiro, e em extensão às ruas de toda a República brasileira, eram aquelas representadas como sinônimo de “incivilizado” e “atraso”.

Bahia, Joana. E o preto-velho fala alemão. Espíritos transnacionais e o campo religioso na AlemanhaIn  Debate  p. 181-212 Brasil | Cuba
Campo religioso na Alemanha, imigração brasileira, transnacionalização das religiões afro-brasileiras, umbanda, candomblé, nova geografia transcendental

Resumen

O campo religioso alemão vem se transformando com os fluxos migratórios, a partir dos anos 1960, de turcos, africanos e demais populações árabes e, mais recentemente, a partir dos anos 1970 e 1980, com a emigração dos cubanos e brasileiros. Entre as religiões presentes na Alemanha nos últimos 10 anos, destacam-se os centros kardecistas, os terreiros de umbanda e candomblé e o santo-daime, todos fundados por brasileiros em Berlim, Hamburgo, Munique e demais cidades alemãs. Há também a presença da Igreja Universal do Reino de Deus e de outras denominações evangélicas. Este trabalho se baseia em levantamento bibliográfico, estatístico e de material produzido pelo Ministério das Relações Exteriores e nas entrevistas com os líderes religiosos de algumas dessas denominações religiosas. São analisadas, em especial, as religiões afro-brasileiras e de que modo elas se adaptam culturalmente ao contexto alemão, produzindo hibridismos e sincretismos, reavivando as práticas pagãs europeias e a maneira de pensar as construções identitárias resultantes desse processo.

Giraudier, Élodie. Los católicos y la política en Chile en la segunda mitad del siglo XXIn  Debate  p. 213-237 Chile
Iglesia, Estado, Chile, catolicismo, democracia cristiana
Siglo XX

Resumen

En el contexto de la Guerra Fría y de apertura de la Iglesia al mundo, las relaciones entre la Iglesia y el Estado evolucionaron hacia más complementariedad o más tensión en función del color político del Presidente de la República. A finales de los años 1940, la Iglesia católica chilena se abrió a la “cuestión social” mientras que el Estado chileno entró en un periodo de reformas y de transformaciones a veces bajo presiones estadounidenses. No obstante, a finales de los años 1960, una parte de los cristianos se entusiasmó por proyectos políticos radicales. El Golpe y la dictadura dividieron otra vez a los católicos y la Iglesia, pero la jerarquía católica se opuso frontalmente al general Pinochet que buscó un apoyo evangélico. La vuelta a la democracia, en 1990, coincidió con un cambio de contexto internacional, el fin del bloque del Este y la secularización de la sociedad. En Chile, los obispos volvieron a actividades meramente espirituales. Este artículo pone de relieve la evolución política de los católicos en un contexto internacional de Guerra Fría y de Posguerra. Por fin, se abarcaran los distintos niveles de la Iglesia católica (jerarquía, congregaciones, sacerdotes) y sus matices políticos.

Adami. Citor Hugo da Silva; Silveira, Marcos Silva da. Hare Krishna Movement in the Brazilian Way.  / La manera de ser del movimiento Hare Krishna en Brasil  In  Debate  p. 239-251 Brasil
Hare Krishna, identidad, comunidad, conflicto

Resumen

The purpose of this essay is to present a brief outline of the Hare Krishna movement in Brazil. Initially, it shows the extent to which the Hare Krishna movement was able to fit into the context of Brazilian society, during the nineteen-seventies when its presence was first perceived. This is followed by a description of a case concerning a specific Hare Krishna temple in the south of Brazil, Porto Alegre. Tensions were observed among the followers of the Hare Krishna doctrine in Porto Alegre, especially between a family of devotees who financially supported the Temple – functioning in their vegetarian restaurant – and the ISKCON’s leadership and its congregation. Finally, a short analysis is made on the idea of considering the Brazilian Hare Krishna movement a typical way of doing a traditional Hare Krishna movement – in Brazilian societal attributes. In other words: Is it possible to consider the Hare Krishna movement originally rooted and traditionally genuine in any country?

Romero Almodóvar, Magela. El cuidado infantil en Cuba: especificidades de su desarrollo tras la nueva apertura del sector “cuentapropista”. p. 255-270 Cuba
Política Social, Género, Cuidado Infantil, Cuentapropismo

Resumen

Tras la nueva apertura del cuentapropismo en Cuba durante el año 2010 continua apareciendo como opción el cuidado de niñas y niños, siendo esta una de las pocas actividades de servicio tradicionalmente femeninas autorizadas. La incorporación de las mujeres a esta actividad ha sido significativa hasta la fecha. Según la Dirección de Empleo del Ministerio de Trabajo y de Seguridad Social (2011), en noviembre de 2011 un total de 1460 personas habían solicitado licencias para cuidar infantes a nivel nacional, de ellas 1445 eran mujeres (99%). El análisis de este fenómeno resulta de vital interés gnoseológico, en tanto son pocas las publicaciones y estudios que se refieren a este hecho que, si bien supone cambios importantes en la política de empleo del país creando nuevas oportunidades para algunas mujeres, también trae aparejado cambios en las dinámicas del cuidado de infantes que se les delega. Teniendo en cuenta esta realidad, en el presente artículo se analizan algunas peculiaridades de las estrategias creadas para el cuidado infantil en Cuba desde la década de los sesenta del siglo XX hasta la fecha, haciendo especial hincapié en el desarrollo de esta actividad en el ámbito del cuentapropismo a partir de los cambios operados desde 2010.

Echevarría León, Dayma; Díaz Fernández, Ileana; Romero Almodóvar, Magela . Política de empleo en Cuba 2008-2014: desafíos a la equidad en Artemisa. p. 271-294 Cuba
Política de empleo, género, equidad, impactos sociales, actualización del modelo económico y social, territorio, Cuba

Resumen

Desde el 2007 se ha comenzado en Cuba un proceso de actualización del modelo económico y social que modifica de manera sustantiva, entre otros elementos, el empleo. Uno de sus resultados directos es el abandono del principio de pleno empleo que rigió esta política por más de tres décadas. En estas nuevas circunstancias, las diferentes inserciones al trabajo remunerado están, como nunca antes, en función de la gestión individual, con altos riesgos para aquellas personas con poco capital o acceso a redes de información, entre las que se encuentran más representadas las mujeres. Este trabajo muestra los resultados preliminares de una investigación que se propone analizar la política de empleo y su incidencia en la equidad de género en un territorio que experimenta un modelo de gestión descentralizada.

Rivero Baxter, Yisel. Diversidad cultural en Cuba. Tratamiento en la institución escolar. p. 295-312 Cuba
Diversidad, percepciones docentes, pluriculturalismo, multiculturalismo, interculturalidad y educación

Resumen

El presente artículo aborda la diversidad cultural en Cuba, conectada al campo educativo. El estudio transita centralmente sobre la idea de que la diversidad en Cuba se expresa de manera diferente a la de los países desarrollados, cuya variada inmigración trae consigo disímiles idiomas, religiones y prácticas culturales. En nuestro contexto cada vez más emerge una variedad cultural asentada en los disímiles grupos sociales que lo componen. Sin embargo, esto apenas se tiene en cuenta en las estrategias educativas que se diseñan. De ahí que en el artículo se puntualiza en la percepción de diversidad que tienen los docentes y se reflexiona sobre la pertinencia de la interculturalidad educativa como alternativa posible para mediar la misma.

Wegrzynowska, Karina. La feminización de la migración Mexicana en Estados Unidos. p. 313-336 México
Migración, patrones migratorios, feminización, México, Estados Unidos

Resumen

El presente artículo analiza los patrones migratorios de los mexicanos en Estados Unidos, poniendo especial énfasis en la migración femenina. La migración mexicana a los Estados Unidos de América sirve como ejemplo de la tesis que vincula las raíces de la movilidad femenina a la teoría migratoria del capital social, según la cual los lazos familiares y las conexiones sociales son los factores predominantes que provocan y facilitan la marcha de las mujeres, tanto en su dimensión nacional como transnacional. Este artículo presenta, a través del análisis de varias teorías migratorias interdisciplinarias, argumentos para explicar los motivos detrás de la movilidad humana, considerando para ello características de los flujos migratorios tales como la edad, el nivel educativo y el estado civil, entre otros. El objetivo es comparar a la mujer y al hombre migrante promedio, en sus caminos de México a Estados Unidos, y confrontar a las migrantes mexicanas con las migrantes de otras nacionalidades. Este análisis de la migración mexicana a Estados Unidos puede también contribuir a sustentar la hipótesis de la feminización de la migración mundial.

Moloeznik, Marcos Pablo. Perspectiva marítima sobre la seguridad nacional frente a la amenaza del crimen organizado trasnacional. p. 337-366 América Latina
México
Seguridad nacional, crimen organizado transnacional, armada, México

Resumen

A partir del desarrollo, sin parangón, del crimen organizado transnacional como la principal amenaza a la seguridad nacional de México, se intenta reflexionar sobre el poder naval y la misión ad hoc de las armadas, como contribución de este componente del poder nacional al combate de dicho flagelo; al tiempo que se retoma el debate sobre los paradigmas de las armadas vigentes en América Latina y las recientes adaptaciones de las capacidades del poder naval mexicano frente a los retos de una delincuencia organizada que no respeta fronteras ni soberanía nacionales.

Revista del CESLA
Archivos gratuitos | Papel | Versión digital gratuita | Anual | Polonia ISSN versión papel: 1641-4713
ISSN versión digital: 2081-1160
Año de creación: 2000

Editor:
Dirección: Smyczkowa 14
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