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Review Pensar Iberoamérica. Revista de Cultura

Plural Pluriel. Revue des cultures de langue portugaise

Review Polonicus. Revista de reflexão Brasil-Polônia

Year: 2009 n. 4-5

Oliveira, Luiz Claudio Vieira de. A terrível parábola: as versões de um poema de João Guimarães RosaIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

O poema « A terrível parábola », de João Guimarães Rosa, é a versão de uma história e de uma tradição nascidas com os escravos que habitavam a Bahia e que se dispersaram por um vasto território de Minas Gerais. Ele representa a forma literária dessa tradição oral e mostra as origens da literatura de Guimarães Rosa. As outras versões são as formas populares colhidas em várias regiões de Minas Gerais, urbanas ou rurais. Este estudo tem por objetivo fazer a comparação das seis versões, sublinhando a proximidade das versões com os contos de fada e seu simbolismo.

Lima, Sônia Maria van Dijck. Canto e plumagem de sagaranaIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

A partir de documentos dos fundos João Guimarães Rosa (IEB-USP) e de paratextos diversos, estudamos a gênese da palavra sagarana, que dá título ao primeiro livro de Rosa, e os caminhos percorridos por esse neologismo.

Duarte, Lélia Parreira. Miguilim e sua libertação pela arteIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

Esta análise de “Campo geral”, de Guimarães Rosa, procura mostrar que Miguilim, embora marcado pelo poder falocêntrico enquanto homo demens (Edgar Morin) e enquanto homo sacer (Giogio Agamben) – estruturado a partir de frustrações, de impossibilidades e de desmistificações (a aprendizagem da ruína) – alcança a criatividade, assumindo sua radical nulidade e usando livremente a linguagem.

Vecchi, Roberto. A comunidade sem obra e a comunhão possível da escrita em “O recado do morro” de Corpo de baileIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

O artigo procura repensar as duas vertentes de leitura da obra de Guimarães Rosa: a que valoriza as características “poéticas” da escrita, e outra que aprofunda os aspectos “políticos”, tornando esta obra um modo de leitura do Brasil e da sua formação. Uma dualidade imanente à própria escrita que pode encontrar ocasiões de conciliação numa abordagem que procure valorizar o nexo de forma e formação. A párabase de “O recado do morro” (e a parábase da comédia clássica é uma forma intervalar mista, onde o discurso sobre a arte se confunde com o discurso sobre a polis) configura uma leitura problemática da ideia de comunidade que, inserida no debate contemporâneo sobre o tema, evidencia o conhecimento de uma “comunhão impossível” a não ser que repensada a partir da escrita.

Fortes, Rita Felix. O erotismo pulsante no sertão: uma leitura de “Dão-Lalalão”In  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

É marcante na novela “Dão-Lalalão (O devente)” – que faz parte do livro Noites do sertão e integra a obra Corpo de baile, de João Guimarães Rosa – a relação entre amor, desejo e preconceito. O conflito central da estória circula em torno da contraposição entre amor/pulsão versus preconceito moral e social. O diálogo com a arcaica estrutura patriarcal – cujo paradigma social não revelado é a obra de Gilberto Freyre – indiscutivelmente, subjaz à obra rosiana como um todo. Objetiva-se, neste texto, analisar como Guimarães Rosa, em “Dão-Lalalão” – assim como em Corpo de baile como um todo – atém-se à temática do erotismo e à da condição social masculina e feminina, cuja tradição se manteve, ao longo do tempo no espaço isolado do sertão, tão conservadora em relação às mulheres brancas, leia-se “de família”.

Hazin, Elizabeth. A terceira travessiaIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

Por meio da nomeação e demonstração do que vem aqui apresentado como o binômio imagético e a tríade, este trabalho pretende - ao discorrer respectivamente sobre o uso que Guimarães Rosa faz da imagem claro-escuro e do número três, no Grande sertão: veredas – mostrar que nesse romance existem duas maneiras de contar: uma cifrada e outra não, uma refletindo a outra.

Patricio, Rosana Ribeiro. Mulher, pecadora e santa: a personagem Maria Mutema, de Guimarães RosaIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

Este trabalho analisa a trajetória da personagem Maria Mutema, desde sua aparição numa cena do romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa (1958), até sua reescritura no conto “Ave Maria Mutema” (2006). Através de um estudo comparativo, pretende-se verificar a trajetória textual da “mulher pecadora”, fixada pelo discurso dos jagunços, até a sua reelaboração como “mulher santa”, no seio da cultura rústica do sertão.

Raduy, Ygor. Análise, genealogia, desconstrução: a emergência de um pensamento trágico em "Grande sertão: veredas"In  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

O presente estudo, intersecção entre os campos da literatura e da filosofia, é uma reflexão sobre a presença de um pensamento trágico no discurso de Riobaldo, protagonista de Grande sertão: veredas, romance de João Guimarães Rosa publicado em 1956. Os pilares que sustentam a noção de “pensamento trágico” são, sobretudo, as formulações da filosofia madura de Nietzsche. Busca-se investigar a emergência de um “olhar trágico” apto a desautorizar e desarticular as noções instauradas pelo pensamento metafísico tais como duração, estabilidade e identidade. Nosso intuito é identificar, na postura existencial do narrador, a peculiaridade de tal processo genealógico, gênese do pensamento trágico.

Cezar, Adelaide Caramuru. Um italiano na obra de João Guimarães RosaIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

Objetiva-se análise do conto “O cavalo que bebia cerveja” (Primeiras estórias, 1962), de João Guimarães Rosa. Ater-se-á ao narrador interiorano, Reivalino Belarmino, em seu relacionamento (1) com o narratário, em momento algum denominado, e (2) com o personagem estrangeiro, Seo Giovânio. Espera-se oferecer amostragem da maneira como o estrangeiro se faz presente na obra de Guimarães Rosa.

Ribeiro, Magdelaine. "Primeiras estórias" et ses baladins de la vieIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

O estudo do quadro enunciativo e da encenação figurativa nos contos de Primeiras estórias assim como o da organização discursiva e do tratamento semio-estilístico que os mesmos adotam tem o objetivo de evidenciar alguns aspectos do idioleto do autor.

Santos, Adilson dos. A reatualização de um quadro da fé cristã em “Presepe”In  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

Em “Presepe”, Guimarães Rosa traz para o campo de discussão o dualismo platônico segundo o qual todas as coisas conhecidas no mundo visível são o duplo imperfeito e fugaz de uma realidade ideal. Dessa forma, sendo imitação da imitação, a obra de arte seria um desvio em relação à essência, por estar três graus afastada da verdade. No conto rosiano, depara-se o leitor justamente com a representação de uma outra representação.

Nascimento, Edna Maria F.S.; Leonel, Maria Célia. La passion de la peur dans "Estória n.º 3"In  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

A semiótica greimasiana, a partir de meados de 1980, considera a paixão como um componente do percurso gerativo do sentido, construtor de uma dimensão do discurso e propõe o estabelecimento de um percurso para a dimensão passional. Tendo como modalizadores fazer, saber e sentir, as dimensões discursivas configuram, respectivamente, o sujeito de ação, o sujeito cognitivo e o passional e compõem a figura do ator. Acompanhando, principalmente, as proposições teóricas de Jacques Fontanille, analisamos a paixão do medo no conto “Estória n.º 3” de Tutaméia de Guimarães Rosa. Examinamos as configurações discursivas, ou seja, as cenas enunciativas do texto que constituem essa paixão, diferenciando-a de qualquer outro comportamento passional.

Martins, Nilce Sant'Anna. O humor na obra de Guimarães RosaIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

Este artigo tem a intenção de ressaltar o aspecto humorístico da obra de Guimarães Rosa, o qual é menos estudado que outros mais dominantes como o épico, o lírico, o dramático e o documentário. Ainda que os textos essencialmente humorísticos do autor não sejam numerosos, os processos expressivos do humor se encontram disseminados em quase toda a extensão de sua obra. Este breve estudo visa a assinalar e apreciar esses processos.

Torres, Marie-Hélène Catherine. Le défi de traduire Guimarães RosaIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

Nosso artigo propõe analisar as traduções francesas do único romance do escritor brasileiro João Guimarães Rosa. Mostramos como o estudo do paratexto das obras traduzidas permite conhecer o estatuto das traduções num sistema literário dado.

De Rosa, Gian Luigi. Em busca de uma terceira margem cinematográficaIn  Lima, Sônia Maria van Dijck Guimarães Rosa du sertão et du monde Brasil

Summary

A consistente presença de assuntos literários é um traço característico da cinematografia brasileira. Esta presença justifica a tentativa, neste breve ensaio, de delinear um possível trajeto dos filmes baseados nos contos Primeiras estórias de João Guimarães Rosa. Pretende-se portanto, analisar as diferentes posturas de abordagem desses contos através da tradução intersemiótica. Tomar-se-ão como pontos de referência os filmes A terceira margem do rio, de Nelson Pereira dos Santos, e Outras estórias, de Pedro Bial.

Plural Pluriel. Revue des cultures de langue portugaise
Free numerical version | Semestral | France Plural Pluriel
Online ISSN: 1760-5504
Year of creation: 2008

Publisher: Centre de Recherches Interdisciplinaires sur le monde LUSophone
Address: Université Paris Ouest Nanterre La Défense
Revue Plural Pluriel,
UFR de Langues et Cultures Etrangères - LCE,
Département d'Etudes Lusophones
200, avenue de la République, 92001 Nanterre Cedex

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